MEC e Itamaraty divulgam pela primeira vez posição do governo contrária à inclusão da educação na lista de serviços comercializáveis que será negociada junto à OMC. Entidades de classe comemoram. O desafio agora será resistir à pressão dos países ricos.
Brasília - A reunião que criou a Organização Mundial do Comércio (OMC), realizada no Uruguai em 1994, também instituiu o Acordo Geral sobre Comércio de Serviços, GATS, que a partir de então passou a disciplinar para o comércio de toda sorte de serviços, sem exceção. O processo se deu na esteira do Consenso de Washington, acordo que materializou o programa da maioria dos países ricos para a gestão da atual estágio do capitalismo, o neoliberalismo. A proposta era que, sob as regras do GATS, os países progressivamente passassem a abrir mão da regulação de serviços até então considerados essenciais na lógica do capitalismo do bem estar social, como educação, saúde, cultura e meio ambiente, em prol da liberalização dos mercados.