Compare Produtos, Lojas e Preços
Menu Principal
Início
Notícias
Histórico

Central de Machetes
Manchetes Únicas

Agenda
Seções
Quem Somos
Contas Eleitorais
Dúvidas sobre o título
Referendo 2005
Votação e Justificativa
Eleitor no exterior
Mesário
Candidatos Eleições 2006
Site dos Mesários
Remanejamento de seções

Links
Enviar
Popular
Mais votados

Enquetes
Fóruns
Contato
FAQ
Parceiros
Downloads
Populares
Mais votados

Entrar

Quem nos visita
8 visitantes presentes (4 na seção: Notícias)

Associados: 0
Anônimos: 8

mais...

Governo Federal : Oposição decide apoiar as reformas de Lula
Enviado por Mauricio Faria em 22/01/2003 21:00:00 (198 leituras internas)

PSDB e PFL informam ao PT que ajudarão nas mudanças na Previdência e nos tributos

CIDA FONTES e DENISE MADUEÑO

BRASÍLIA - Os dois principais partidos de oposição ao novo governo, PFL e PSDB, compremeteram-se ontem a trabalhar no Congresso pela aprovação das reformas constitucionais pretendidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como a da Previdência e a tributária. Mas seus dirigentes cobraram do Planalto e do PT que o discurso em defesa das reformas seja substituído por ações concretas.
O gesto de boa vontade dos opositores do governo foi selado ontem em encontros separados do presidente do PT, deputado José Genoino (SP), com os presidentes do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), e do PSDB, deputado José Aníbal (SP). Na conversa, Bornhausen disse que antes de apoiar as reformas, o PFL quer ter certeza de que o governo petista está interessado em mudar.

Uma prova desse interesse, disse o pefelista, seria o PT aprovar imediatamente na Câmara o projeto de lei que trata da previdência complementar dos servidores públicos, o chamado PL-9.

"Isso sinalizaria o desejo real do governo na prioridade das reformas.

Queremos que o País tenha condições de governabilidade e saber o que o governo quer. Se os compromissos são definitivos e imediatos, nos colocaremos à disposição desse trabalho", afirmou o dirigente pefelista após o encontro com Genoino. Este projeto está pronto para ser votado em plenário. Ele quer também que Lula inclua como prioritária na sua agenda a reforma política.

Por sua vez, o PSDB cobrou mais pressa a agilidade do governo na apresentação de uma proposta para mudar o sistema previdenciário. O deputado José Aníbal disse que o partido está identificado com os propósitos das reformas e que os tucanos não pretendem obstruir a ação parlamentar. "Se estamos de acordo na moldura é mais fácil o diálogo. Temos compromisso firme com a governabilidade", garantiu. Ele observou, no entanto, que o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, que vai ouvir a sociedade sobre as propostas de reforma, não pode ser um caminho de adiamento da discussão e que o Congresso já deve iniciar a discussão paralelamente.

Os encontros de ontem entre petistas, pefelistas e tucanos foram marcados pela amabilidade, longe do conflito político-eleitoral do ano passado. "Não vamos brigar. O Brasil já avançou muito nos últimos oito anos, mas quer avançar mais", disse Aníbal, em tom ameno. "A mudança de governo não significa mata-mata. O governo que entra não desfaz o que o anterior fez".

Ele lembrou que o fato de Genoíno declarar que serão aproveitadas propostas do governo anterior demonstra a consolidação da democracia. José Aníbal deixou claro que o governo Lula terá do PSDB "colaboração e uma pressão positiva" pelas reformas.

O compromisso de Bornhausen no encontro com Genoino teve eco imediato na Câmara, onde o líder do PFL, deputado Inocêncio Oliveira (PE), tratou de repetir o discurso de apoio. "O partido estará ao lado do PT em todas as reformas para modernizar o País", disse ele. Experiente na ação política do Congresso, Inocêncio alerta que o governo deve encaminhar as reformas rapidamente: "quanto mais cedo isso ocorrer, maiores as chances de aprovação". Na avaliação dele, quanto mais demorar, mais desgaste político o governo já terá sofrido, e esse seria um fator a dificultar o processo.

O deputado José Genoino considerou positivo os encontros com os tucanos e pefelistas. O PMDB, o terceiro principal partido do Congresso, está em vias de fechar um acordo com o governo do PT, o que, consequentemente, levará o partido a apoiar as reformas. Genoino disse que o partido está "na linha do diálogo". Ele reafirmou a prioridade do governo em aprovar a reforma previdenciária e disse que a agenda do governo ficará explícita na mensagem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminhará ao Congresso no dia 17 de fevereiro, na reabertura dos trabalhos legislativos.

O dirigente petista garantiu ainda ao PFL e ao PSDB que a busca da maioria de 308 dos votos da Câmara para aprovar as reformas será feita institucionalmente pelo governo, ou seja, via as direções partidárias. "Isso é moderno", elogiou o líder do PFL no Senado, José Agripino (RN), que também participou da reunião. Genoino disse que o PT iniciará os trabalhos legislativos com maioria absoluta, 257 votos garantidos, e que serão tratadas, caso a caso, as votações que exigem 308 votos para aprovação, como as emendas constitucionais. "O governo quer ter um clima de diálogo com os partidos da oposição sobre a agenda do Congresso", afirmou Genoino. "E o PT acha fundamental ouvir a sociedade e os partidos", afirmou.

Estado de São Paulo

Imprimir Enviar esta notícia por e-mail
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.
CopyLeft (c) 2002-2010 - Desenvolvido por EasyInfo Ltda